sexta-feira, 29 de maio de 2009

O fim do acesso ao ensino superior pelo sistema de cotas

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Por Morgana Valim (Opinião)
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Adotar o sistema de cotas para negros e carentes nas universidades federais foi a maneira encontrada para remendar o descaso de 500 anos de diferenças sociais e raciais que assolam o país e tantos outros anos sem investimento em educação. No entanto, vejo que essa decisão está gerando polêmicas, como era de se esperar, e já são várias as ações movidas na justiça por quem se sente prejudicado por essa medida.

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Longe de criticar medidas que combatam o racismo e a discriminação social, entendo que essa questão deva ser analisada de forma séria e medidas devem ser efetivas, sem causar danos ou prejuízos e não ser discriminatória como a proposta apresentada. Afinal, um aluno que estude e se esforce para entrar numa universidade – chamada de primeira linha - e tenha um bom desempenho no vestibular pode não ser classificado pelo critério raça e situação social.

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O governo ou os governos que passaram deveriam ter buscado investir em qualidade de ensino através da construção de novas escolas, ampliação e manutenção das escolas existentes e de recursos para que professores pudessem e possam desenvolver seu trabalho com qualidade e dignidade.

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Agindo da forma como está, ataca-se o efeito e não a causa. Deveria haver condições para que todos os estudantes disputassem vagas em melhores condições de igualdade, assim como deveria haver condições para que todos tivessem um emprego ou, no mínimo, um prato de comida e qualidade de vida digna de qualquer ser humano.

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Saiba mais :o

Acesso a cotas e discriminação social

A educação e o sistema de cotas

As ações afirmativas no Brasil

Enquete :

Entre nossos cidadãos as diferenças de renda, com tudo que vem associado a elas, e não de cor, que limitam o acesso ao ensino superior. As cotas raciais não promovem a igualdade, mas apenas acentuam desigualdades prévias. Opine aqui :

Fórum :

A política de cotas nas universidades soluciona ou acirra os debates raciais?

( ) Sim. As desigualdades históricas enfrentadas pelos negros merece reparação.

( ) Não. Os critérios de acesso à educação devem ser iguais para todos independente de raça.

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Igualdade : Fim da lei de cotas nas universidades fluminenses

Por Gabriel Lira (Opinião)

O fim da lei de cotas nas Universidades Fluminenses me alegra, ao ponto de sempre enxergar em nela um sentindo de segregação. A lei que visava ajudar brancos e negros, por uma educação melhor no país, seguiu um caminho totalmente diferente do objetivo traçado e foi fortalecendo, cada vez mais, a discriminação em várias e diversas formas possíveis e dentre uma das piores e imperdoáveis é o racismo.

O sistema de cotas nas universidades foi alvo de muitos debates polêmicos, tanto é que até hoje uma grande parte da população fluminense continua em cima do muro, claro que existem pessoas com posicionamentos já definidos sobre a situação, mas tanto faz se você é contra ou a favor, isso só acaba gerando mais controvérsias e brincadeiras de mal gosto.

O governo deveria dar uma atenção especial a educação, em termos de capacitar melhor alunos e professores, oferecer melhores condições de trabalho aos mestres, valorizar a leitura e começar desde cedo a instruir jovens a praticarem atividades que no futuro possam a ser profissões, ao invés de ficar criando cotas ou outros tipos de lei que ajudam socializar jovens de diversas classes, porém acabam por criar situações constrangedoras .

Em Suma, ratifico que existe injustiça nesse tipo de lei, pois ela facilita a entrada do jovem cotista em uma universidade, tirando a vaga de uma pessoa que se esforçou bastante e sem cota, criando ira entre os jovens, acirrando o preconceito, além de achar que o critério de notas não seja igualitário, fazendo com que essas pessoas que receberam cotas, sejam vistas como menos capazes, dificultando mais tarde no mercado de trabalho, não só cotistas como negros que ingressaram na universidade sem cotas.

Saiba mais :
- Suspensão da lei de cotas pode mudar vestibular estaduais
- Cabral recebe lideranças estudantis pela lei de cotas
- Governo vai entrar com recurso contra liminar que suspende lei de cotas

Enquete : VOTE AQUI !!
Você acha correto o ingresso de alunos numa universidade, por sistemas de cotas ?

( ) Sim. Pois precisamos melhorar o futuro dos jovens e a posição do governo foi acertada, dando oportunidades de receberem uma educação correta e digna.

( ) Não. Pois devia ser igual para todos, já que muitos jovens se esforçam para conseguir uma vaga, além de criar uma imagem aos cotistas de serem menos capacitados e gerar mais preconceitos bobos na sociedade.

Fórum : Opine aqui !!
O que você acha da lei de cotas nas universidades ?, você é a favor do fim desse tipo de sistema ? por que ?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jornalismo colaborativo é Jornalismo?

Por: Melissa Barbosa (opinião)
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Nos dias atuais é correto afirmar que vivemos em uma sociedade da informação. Exatamente por isso cidadãos comuns, mais conhecidos como espectadores pelos meios detentores da informação, estão aos poucos buscando o direito de também fornecer informação e não somente receber. Com isso um novo tipo de jornalismo está surgindo, o chamado Jornalismo colaborativo – conteúdo (texto, foto, vídeo) produzido por qualquer pessoa que tenha algo a informar.
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Essa nova forma de fazer o jornalismo vem sendo debatida por diversos críticos que acham que isso de alguma forma desmerece quem estuda anos para se dedicar a profissão e tem trabalho de investigar, apurar, escutar fontes para aí sim divulgar uma notícia.
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Por outro lado, essa nova prática está se tornando cada vez mais comum, diversas rádios, sites, jornais estão utilizando esse método para levar ao grande publico o que nem sempre seria mostrado se não houvesse a participação de todos. Afinal de contas, o repórter não está em todo lugar a todo o momento.
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Hoje sabemos de muitos fatos que podem nos ajudar através dessa nova forma de transmissão da notícia. Um exemplo claro disso, podemos achar no site do Jornal O Globo, na sessão Eu Repórter. Lá aqueles que querem fazer suas denúncias, suas reclamações, suas sugestões, encontram espaço. Uns utilizam essa sessão para enviar, por exemplo, fotos que denunciam acidentes na zona sul. Outros pedem para que o governo chegue com o Choque de Ordem na Zona Norte. Alguns informam a respeito de incêndio que destrói mata em Quintino. Enfim, cada um colabora a sua maneira.
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Redes sociais como fontes de informação

Por: Renata Pereira (opinião)
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jjjjjjjjUma das práticas que mais vem acontecendo nos dias de hoje, é a utilização das redes sociais, a exemplo do Orkut e Twitter, como fontes de informações. Através da internet, as redes sociais começaram a funcionar cada vez mais recorrentes como uma rede de informações. Diversas informações circulam no ciberespaço e através das redes sociais, as informações se tornam visíveis e acessadas.
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jjjjjjjjCom a ampliação das conexões entre os atores nas redes sociais, principalmente pela Internet, que proporcionou um canal que está sempre aberto para o tráfego de informações, a discussão sobre as redes sociais como fontes de informação inevitavelmente surgiu.
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jjjjjjjjA rede proporciona uma imensa quantidade de informações disponíveis e acessíveis, que correm pelo ciberespaço. E a primeira discussão parte exatamente daí; será que a internet pode ser considerada um meio qualificado de informação? É claro que existe uma falta de organização e hierarquização com relação às informações da internet, mas é a partir disso, que as redes socias funcionam. Elas atuam como filtros de informações, no sentido de auxiliar na organização dessas informações. Nichos de pessoas interessadas em determinados assuntos vão produzir informações relevantes, detalhadas e novas. Esses atores filtram as informações do ciberespaço e as publica.
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jjjjjjjjO papel das redes sociais vai ainda mais longe; além de filtrar, ela qualifica, complementa e discute. Uma informação que é passada no Twitter, por exemplo, raramente é posta sem uma qualificação, um julgamento de valor ou observação daquele que a passa.
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jjjjjjjjUm dos grandes questionamentos que permeia esta nova tendência é, justamente, seu impacto na mídia tradicional e no jornalismo. Muitos se questionam se é relevante levar em consideração as informações retiradas das redes sócias. Ora, por que não? Como toda e qualquer informação conseguida, ela deve ser apurada e investigada, seja ela na rua, por telefone ou através das redes sociais. E isso, de fato, vem acontecendo. Muitos são os profissionais que estão utilizando as redes sociais para a obtenção de informações, e até mesmo para a investigação de pessoas. Quer melhor maneira de investigar intimamente alguém, do que se não através do Orkut? Até a polícia já está utilizando esse artifício.
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jjjjjjjjOutro ramo que também utiliza as redes sociais como fontes, são as empresas e a publicidade. Elas utilizam as redes para captar informações sobre públicos, gostos e opiniões. Em uma pesquisa já realizada sobre o papel dos blogs e comunidades on-line, pelo Ibope Inteligência, foi detectado que as redes sociais podem ser uma fonte de informação sobre o relacionamento entre marcas e seus consumidores.
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jjjjjjjjSeria um equívoco afirmar eu as redes sociais não podem atuar como fontes de informação, ao contrário, em meio ao turbilhão de informações que existe no mundo virtual, elas surgem como verdadeiros filtros. Portanto, mais do que um tendência, as redes sociais como fontes de informação já se tornaram um fato.

O jornalismo da seção Eu-repórter do site O Globo

Por: Renata Pereira (opinião)
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jjjjjjjjNovas maneiras de produção de conteúdo estão ganhando espaço no mundo atual; uma delas é o jornalismo cidadão ou como é mais conhecido, jornalismo colaborativo. Diversos portais da internet, e até mesmo jornais e programas de televisão estão aderindo a essa nova tendência. Diversos deles possuem uma sessão destinada exclusivamente para a colaboração do cidadão no que diz respeito aos acontecimentos, geralmente relacionados à cidade onde moram.
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jjjjjjjjMuitos ainda se mostram duvidosos com relação a essa nova prática. Será isso jornalismo? Muitas críticos afirmam que não e que isso banaliza, outros, consideram que essa é a nova tendência do jornalismo. Mas porque duvidar do jornalismo colaborativo? Ele surgiu devido às novas necessidades que o mundo contemporâneo possui. Se pararmos para analisar, mais do que jornalismo e uma intenção desse novo jornalismo, o jornalismo colaborativo vem se apresentando como uma forma de democratizar o que até então estava restrito às escolhas dos profissionais; a democratização da informação.
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jjjjjjjjMuitos são os meios de comunicação que estão aderindo a essa prática. Claro que no meio desse alvoroço, muitos meios acabam publicando sem averiguar os fatos. Porém não se pode dizer que todos seguem esse caminho. Existem por exemplo portais que levam o jornalismo colaborativo a sério. Um deles é o site O Globo e sua seção Eu-repórter.
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jjjjjjjjO site do jornal O Globo talvez seja o que mais recebe colaborações de matérias ou fotos da população.
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jjjjjjjjNão se pode pensar então, que tudo que é enviado à redação do site, será publicado no mesmo. Devido ao número de envios feitos pelos colaboradores, o moderador do site, com certeza deve peneirar ao máximo o que deve ou não entrar no ar. Dessa forma, o que vimos, quando entramos na seção Eu-repórter do site O Globo, é uma verdadeira colaboração de jornalismo. A população que está presente em lugares e em horas que os repórteres não conseguem estar, pelo fato do Brasil ser muito grande para uma cobertura jornalística perfeita em todos os momentos e locais, a população colabora fazendo sua parte; denunciam, mostram irregularidades ou acontecimentos inusitados, pedem, e mais, se comportam como verdadeiros membros de uma nação que buscam a melhoria do país.
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jjjjjjjjExemplos concretos de jornalismo são encontrados na seção Eu-repórter . Uma amostra disso, é a foto enviada pelo leitor, no qual flagra um motoqueiro utilizando a linha amarela, no Rio de Janeiro, como se fosse uma pista de rua. O leitor e colaborador Flavio Pereira denuncia esse ato de irresponsabilidade dos moto-táxis que utilizam as passarelas como viadutos. Outra denúncia feita na seção, são os estacionamentos irregulares feitos pelos motoristas. Seja no calçadão do Arpoador, ou em frente ao Maracanã, internautas mostram as irregularidades cometidas pela própria população.
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jjjjjjjjAté acidentes são expostos, como o que aconteceu em Ipanema, onde um táxi colidiu com um Eco Sport, na esquina das ruas Anibal de Mendonça e Redentor, enviado pelo leitor Lourenço Bicudo.
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jjjjjjjjOutra denúncia do Eu-repórter, feita pelo José Dantas Lima, é sobre uma árvore na Vila Isabel que está encostada na rede elétrica e que já provocou curto-circuito e fogo.
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jjjjjjjjOutra colaboração feita pelos internautas que deve ser encarada como jornalismo, mas desta vez, não no estilo de denuncia, mas apenas de testemunhar um acontecimento, o que não deixa de ser jornalismo, é o exemplo do leitor que enviou uma foto de um vulcão em erupção, na Ilha Lombok, na Indonésia.
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jjjjjjjjComo podemos ver e constatar, a seção do Eu-repórter do site O Globo, é um excelente modelo de jornalismo colaborativo feito exclusivamente pelo povo. Internautas se comportam como verdadeiros jornalistas divulgando praticamente me tempo real, tudo que os repórteres profissionais não puderam mostrar. Dessa maneira, o jornalismo colaborativo deve ser encarado como um aliado ao jornalismo profissional,e não como uma ameaça.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Senado não exonera e garante a volta da Remuneração de Chefia

Por Juliana Farias (Brasil)
A promessa de uma nova estrutura para o Senado ainda não saiu do papel. Mesmo após a determinação do afastamento de diretores da Casa, como anunciado há duas semanas, José Sarney, presidente do Senado, ainda não exonerou ninguém. Nem mesmo os 50 nomes divulgados na última sexta-feira, cujos cargos são comissionados e sem concurso, foram afastados de seus cargos.

O secretário-geral do Senado, Alexandre Gazzineo, informou que existem hoje diretores ganhando muito acima do teto, chegando a salários de até R$ 35 mil. De acordo com o próprio secretário, a legislação permite incorporações.

Embora não seja isso que os números mostrem, o senador Heráclito Fortes, do DEM-PI, afirmou que o Senado tem apenas 38 diretorias que funcionam e que a redução dessas diretorias afetará diretamente nos gastos da Casa, podendo economizar aproximadamente R$ 1 milhão. Disse também que a intenção desses cortes é chegar a apenas 14 o número de diretorias.

Porém, essa reestruturação prevê criação de cargos extintos, como anunciado no próprio Senado. A idéia é recriar a “remuneração de chefia”, que existia no passado, mas foi extinta na gestão de Agaciel Maia, ex-diretor da Casa. Essa extinção, entretanto, resultou nas duas centenas de secretarias e subsecretarias. Ou seja, um ciclo.

Segundo um diretor do Senado, essa “mudança” garante o bom funcionamento de áreas técnicas importantes e ameniza a revolta dos funcionários demitidos. Para a nação, Heráclito anuncia que os cortes começaram esta semana, em grupos menores, e disse também que o assunto será discutido na reunião da Mesa diretora. É esperar para ver.
Leia mais:
Enquete:
Além de Sarney, o povo brasileiro está prestes a ver mais um momento antigo da nossa política vir à tona: a recriação da "remuneração de chefia", extinta há mais de 10 anos. Em meio a crise econômica mundial, o que o brasileiro espera do Senado Federal?

Diretorias inusitadas geram escândalo no Senado


Por: Nina Lessa (Brasil)

Foi anunciado na quinta-feira, dia 18 de março, que o Senado deveria cortar pela metade o número de diretores da Casa. Oficialmente, o Senado confirmou 181 cargos de direção, ou seja, mais de dois para cada senador. Diretor de garagem e check in eram apenas dois deles.

- É incompreensível que o Senado Federal tenha uma estrutura tão pesada, com tantos diretores, seguramente não são necessários. - opinou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi o responsável pela criação de pelo menos 70% dos 181 cargos de direção da Casa. A proliferação de diretorias aconteceu entre 2003 e 2005. O senador havia prometido cortar esta estrutura pela metade.

Cumprindo uma ordem de José Sarney, 50 dos 181 diretores entregaram seus cargos. Mesmo não voltando, a gratificação pela função exercida fica incorporada no salário. Segundo o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), esta gratificação será menor que o sálario anteriormente recebido - alguns chegam a R$35 mil ou mais.

- Os que perderem o status de diretor não terão mais a nomenclatura de diretor. A extinção do cargo é mais complexa. No momento que a função transformada for extinta, o que o antigo ocupante vai receber de gratificação será menor.

Na semana passada, foi anunciado que o Senado deverá ter cerca de 20 diretorias num prazo de 20 dias, ou seja, até o final de abril. Segundo o primeiro secretário, podendo este número chegar a 14. Ainda segundo Heráclito Fortes, o número de 181 diretorias não era exato.

- Na verdade, o Senado tem hoje 38 diretores.

Em entrevista, o primeiro secretário do Senado afirmou que está sendo iniciado o processo de troca dos funcionários terceirizados pelos concursados, e que vai apurar denúncias de nepotismo feitas recentemente e publicadas na imprensa.

Saiba mais:

MPF dá prazo de dez dias para Sarney prestar informações sobre horas extras

Após devolver apartamento funcional, diretor do Senado deixa função

Arnaldo Jabor fala sobre a reforma do Senado

Enquete:

Você acredita que a diminuição no número de diretorias no Senado pode ajudar também na queda no número de corrupção no país?

( ) Sim, pode não parecer, mas esta medida é um grande passo na nossa política.

( ) Não, além do mais é tudo fachada e vai continuar a mesma coisa, inventando outros nomes ou cargos.

Fórum:

Os escândalos aumentam, e a impunidade parece que também. De quem você acredita que seja a culpa de chegarmos onde chegamos com a política brasileira? Opine aqui.