sexta-feira, 19 de junho de 2009
Terceira reeleição presidencial:por que sim?
Não se fala em outro assunto na política que não a segunda reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questões como infringir a lei, crises do governo e interesses pessoais políticos são discutidos e há quem prefira uma volta 'Collorida' dos confins das Alagoas, porém há pontos diversos e importantes nesta questão, e é sobre eles que este texto pretende tratar. Se não convencer, ótimo. A intenção é refletir.
Que política é assunto pessoal, isto é inquestionável. Todavia, fatos são fatos e sobre alguns deles é preciso refletir. Sim, o governo Lula foi recheado de crises e dúvidas (ou certezas, que seja) quanto à corrupção, mas que governo não foi? A memória do brasileiro é muito curta e se apaga ao longo de quatro, ou até de menos anos, vide a quase eleição de Fernando Collor de Mello no governo alagoano, em 2002, e sua mesma figura, hoje, no Senado brasileiro.
No meio de toda crise interna, crise mesmo foi na economia mundial, e o Brasil conseguiu manter uma estabilidade vista por poucos e vivida por quase ninguém nestes últimos tempos. Disso, o brasileiro, ao menos o cidadão comum que não aplica dinheiro e nem sabe como funciona a Bolsa, não tem do que reclamar. Pelo contrário: viajar para a Disney, por exemplo, anda bem mais barato do que conhecer o Nordeste. Felizes os pais das meninas de quinze anos.
A política de um país deve ser de acordo com o que este precisa. É um tanto quanto ridículo querer que uma nação como a brasileira tenha um regime como o dos Estados Unidos, um país de primeiro mundo e com menos de 5% de cidadãos analfabetos, em sua população de quase 304 milhões de pessoas, enquanto são 13,3% os que não sabem ler nem escrever dos 188 milhões de brasileiros. É infundado um país ainda tão novo e com tantas fragilidades como o Brasil querer se igualar a países talvez não melhores, mas certamente bem diferentes. Não é uma questão de ser 'a nova Venezuela', e sim de buscar o melhor para este país. Seja esse melhor o que for.
Há ainda quem alegue que a democracia está sendo contrariada e segunda reeleição vai contra a nossa lei vigente. Correto, porém as leis existem para serem também questionadas e, se for pelo bem do povo, modificadas. Interromper um trabalho que para muita gente vem sendo benéfico é sinal de ignorância de um povo que adora chamar o presidente do mesmo adjetivo. Com todas as analogias infelizes de Lula, o trabalho existe e é a maioria do Brasil que vem sendo beneficiada com ele. Egoísmo das classes em minoria. É refletir e não deixar que meia dúzia vença - mais uma vez.
Saiba mais:
A Folha de S. Paulo e a “re-reeleição” do presidente Lula
Vice-presidente insinua "re-reeleição" de Lula
Enquete:
Você votaria no Lula, caso houvesse uma segunda reeleição para a presidência da República?
( ) Sim, um trabalho que foi iniciado precisa ao menos ser finalizado.
( ) Não, Lula definitivamente não vem fazendo um bom trabalho no Brasil.
Fórum:
O que você pensa sobre a segunda reeleição? Opine aqui.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Lei da meia-entrada: benefício para todos
Por Brisa Campos
Editoria: Opinião
A passagem de meia entrada nos ônibus foi pensada para estimular o acesso dos estudantes ao ensino público. A de meia entrada nos eventos culturais visa, por sua vez, abrir as portas dos teatros, cinemas e outras manifestações da cultura do país à estes alunos. A utilização das duas em conjunto, no entanto, é que não estão sintonizadas.
Os alunos possuem, agora, um dispositivo de cartão – o Rio Card – que limita o número de vezes em que o estudante pode passar pela roleta do ônibus. A medida é questionada por muito, que sinalizam a necessidade de se ter, também, passagem gratuita para os exercícios culturais que também lhe são de direito.
O maior problema talvez resida no fato de que o país estimula a cultura da corrupção. É mais comum em uma fila de entrada para a sessão de cinema ver falsos estudantes com carteirinha feitas a R$ 20 no Largo da Carioca, que universitários ou alunos do Ensino Médio que de fato estejam tentando aproveitar o seu meio-passe cultural. O caráter social da medida também é sepultada quando se explora a meia-entrada em eventos não tão didáticos, como shows de artistas pop internacionais.
Não cabe aqui, no entanto, avaliar a validade ou não de uma meia-entrada em um espetáculo da Madonna ou do Cirque de Soleil. Tal análise criteriosa só faria pôr por terra a discussão.
O que se questiona, em toda a sociedade, é o quanto quam não é estudante paga para que o outro tenha esse benefício. Existe uma placa em uma empresa de ônibus de Niterói que, todos os dias pela manhã me lembra da importância de políticas de incentivo ao estudo e aos jovens. O informativo, impresso em latão, diz em letras vermelhas: “Lembre-se que os lugares marcados são para gestantes e idosos, mas que você não está proibido de utilizar o assento. Apenas respeite as limitações do próximo. Às crianças e adolescentes, desejamos um futuro promissor”.
Os dizeres me fazem lembrar que precisamos resgatar valores morais, de respeito ao idoso, à gestante, independente do financeiro – a partir da lógica de que, se eu paguei, quero viajar sentado. Desejar aos adolescentes um futuro promissor, no meu entender, é firmar um contrato: Hoje eu pago pela sua passagem, porque entendo que você precisa ter estímulo e seguir em frente. Mais tarde, quando tiver sucesso em sua vida profissional, você fará o mesmo pelos outros.
São princípios tão básicos, que muitas vezes podemos nos esquecer. Mas a linha Ingá-Centro de Niterói me lembra todos os dias, pela manhã, da necessidade de pensarmos com carinho na raça humana.
Fórum: Você se revolta quando algum amigo apresenta uma carteirinha falsificada?
Enquete: Você dá lugar aos idosos e gestantes nos ônibus?
( ) Claro,. Nada mais justo
( ) Não. Sempre tem alguém que levanta antes de mim
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Lei da meia-entrada : A polêmica continua
Quem se beneficia da lei da meia-entrada, não agüenta mais tanta confusão e muitos impasses, a lei 4816/06, que foi ampliada em julho de 2006, com o objetivo de oferecer o custo da metade do preço para estudantes e idosos, com mais de 65 anos, em locais como casas de espetáculos, Maracanã, cinemas e teatros, sem a necessidade de pagar para fazer carteiras da Une (União Nacional dos Estudantes) ou da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), já está se tornando alvo de muitas polêmicas.
Um dos transtornos são os imbróglios entre governo e empresários, pois eles alegam ter muitos gastos e com isso pedem alguns incentivos como descontos em tarifas de impostos, além de solicitarem o limite de 40% dos ingressos de meia-entrada por lotação, mas o fator que é contestado pelos estudantes é a questão dos valores das entradas, muitas vezes dobradas, por donos de estabelecimentos, como tentativa de compensar os gastos.
Se pararmos para pensar, dando idéia tanto para empresários, quanto para estudantes, podemos perceber que uns dos maiores prejudicados são os que se beneficiam da lei, já que em muitas das vezes eles acabam pagando por um preço que não vale à pena, logo acabam cobrando do governo mais incentivo a cultura e lazer. Mas os estabelecimentos também acabam sendo prejudicados, não como os estudantes, já que com ou aumento dos preços, muitas pessoas deixam de comparecer aos eventos e eles acabam por não lucrar muito, e ai surge os cambistas que se aproveitam da fragilidade das leis e da fiscalização, para comprar ingressos, muitas das vezes com carteiras falsas e vendê-los a preços estipulados por eles mesmos, competindo com o mercado.
A falsidade ideológica também é um dos fatores que preocupam o governo e acendem o sinal de alerta para os empresários, já que muita gente que não se enquadra no perfil da lei, acaba se beneficiando de forma errada, se passando por estudantes, isso mostra a total falta de controle por parte de fiscais. Calcula-se que 80% das carteiras são falsas, devido ao alto preço cobrado pelos estabelecimentos.
Esse impasse ainda vai render muitas polêmicas para o governo, empresários e estudantes, e eles ainda vão discutir muito por um legado justo para todos, mas cabe saber se isso tudo vai funcionar, porque geralmente, as leis no nosso país são as primeiras a falhar.
Saiba mais:
- A farsa da meia-entrada
- Casas de show dobram preços de ingressos para compensar meia-entrada
- A polêmica sobre a meia-entrada
Enquete : ( vote aqui! )
Quem sai mais prejudicado nessa confusão sobre a lei de meia-entrada ?
( ) Estudantes, que devido o alto preço não podem comparecer em espetáculos culturais ou então acabam pagando caro por um evento, que não vale o preço que cobrado.
( )Empresários, que além de não contar com nenhum incentivo do governo, têm muitos gastos e se aumentarem os preços, acabam por não lucrar muito.
Fórum : (opine aqui! )
Você é contra ou a favor da lei de meia-entrada ? Por que?
A gente não quer meia só pela metade
A Guerra promete ser dura e longa, o debate interessante, e a espera de que se tome uma decisão que agrade todos os lados envolvidos na questão da lei da meia-entrada em eventos culturais e esportivos no país realmente é um combustível e tanto para uma analise de alguns pontos inseridos no assunto.
Empresários, produtores e organizadores de eventos, resolveram derramar lagrimas e se fazer de pobres coitados colocando a culpa pelos altos valores cobrados nos ingressos na meia-entrada. Por isso pedem providencias imediatas na lei em vigor, alterações como cota de 40%, ou padronização nacional da carteira de estudante, entre outras idéias mirabolantes.
De fato, o beneficio que propicia a estudantes, idosos e menores de doze anos pagarem metade do valor da entrada em eventos culturais e esportivos, garantido por lei, virou uma bagunça, muitas pessoas se valem da esperteza para coisas erradas e falsificam documentos para obter o beneficio. Só que a choradeira dos empresários não comove os mais atentos, pois se observarmos com cuidado, essa demanda de documentos falsificados só atingiu tal nível, pois a ganância fez com que os valores cobrados atingissem valores exorbitantes ao cumulo de um show do cantor italiano Andrea Boccelli, em Abril desse ano, ter valores como R$1500 ou R$900 na apresentação da cantora Madonna em Dezembro de 2008.
E quem não paga meia-entrada e não burla a lei falsificando documentos? Esse é o publico mais prejudicado, e que anda afastado dos eventos. E os que podem se dar ao luxo de pagar por valores por vezes surreais engordam a conta bancaria do promotores, afinal a tempos que não vejo um show internacional, por exemplo, com fracasso de publico, todos sem exceção sempre lotados e por diversas vezes esgotados. Que alguém venha me dizer que o pobre organizador esteja enxugando suas lagrimas em belas notas de 100.
Em alguns lugares como São Paulo existem leis estaduais que já limitam em cotas a venda de meia-entrada, e a idéia não agrada em sua maioria os jovens, pois como se trata de uma metrópole a população que tem direito ao benefício é de longe superior a porcentagem estabelecida, ou seja, chegue cedo e encare uma fila quilométrica ou pague inteira. Mas este tipo de ação praticada em Sampa, ja incomoda a justiça que se manifestou contrária a lei.
Porém considero um ponto de vista, afinal temos essa lei por ser uma país com tamanha desigualdade social que para uma enorme parcela da população brasileira conseguir ter acesso a cultura é necessário o uso de tal artifício, ou realmente nossos governantes são piedosos conosco em nos dar um presente como este. Indago dessa forma pois por ter tido experiência em outros países pude verificar que la fora não se trata de lei, não se trata de ser obrigatório, e sim da vontade do empresariado trazer o publico ao seu produto, até existem diversos descontos para estudantes e idosos, mas sem a exigência de ser 50% ou ter cota, fazem pelo interesse de ver seu evento ou produto consumido.
Vamos continuar acompanhando esse combate que promete, mas definitivamente o país tem prioridades maiores para serem discutidas, reformas mais importantes que a meia-entrada, questões inteiras que não queremos pela metade.
Saiba mais:
- Veja aqui as leis da meia entrada em cada estado
- Estudantes ainda lutam por meia-entrada
- Veja SP: Por que os ingressos custam tão caro?
Enquete:
Com valores tão altos cobrados ultimamente, você falsificaria um documento para se valer do beneficio da meia entrada?
( ) Sim. Esse empresários estão enfiando a mão, vai me dizer que isso também não é errado.
( ) Não. Um erro não justifica o outro, prefiro andar dentro da lei.
Fórum:
Quem está com a razão, os empresários ou os estudantes? Clique aqui e opine.
"Lei de meia-entrada: benefício ou prejuízo ?"
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Outro grande problema levantado por esses empresários é o uso das carteirinhas falsas que são utilizadas na tentativa de burlar a lei. Cada vez mais e mais pessoas utilizam esse método para não ter que pagar os preços altos dos ingressos.
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Exatamente por isso, na tentativa de resolver esse problema a Comissão de Educação do Senado aprovou em novembro do ano passado uma lei que restringe o benefício a 40% dos ingressos nos eventos. Mas para entrar em vigor esse projeto ainda precisa ser aprovado pela câmara, para aí sim ser sancionado pelo Presidente Lula. A previsão é de que no segundo semestre desse ano essa lei já esteja valendo.
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Diante disso, os donos de estabelecimentos afirmam que para não proporcionar prejuízos aos estudantes podem baixar os preços dos ingressos. Porém no ar fica uma dúvida. Será que realmente os estudantes não vão ser prejudicados já que terão que “brigar” por seu espaço nos eventos?
Essa pergunta deixa apenas uma certeza. Esse impasse está longe de acabar.
Os limites da meia-entrada
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Lei da meia entrada
No começo a meia-entrada era vista como incentivo à cultura, hoje é a vilã das bilheterias do entretenimento. A lei da meia entrada foi aprovada em julho de 2006, com o mandato de Carlos Minc, atual ministro do Meio Ambiente. Com esta lei as casas de espetáculos, cinemas, teatros e estádios esportivos, como o Maracanã, são obrigados a vender meia entrada para estudantes com qualquer carteira estudantil. A lei ampliou o direito estabelecido em lei anterior de Minc, que determinava a venda da meia-entrada apenas para estudantes com carteiras da UNE (União Nacional dos Estudantes) ou da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Hoje, tem quem afirme que a lei provocou um aumento de carteirinhas de estudantes falsificadas e os artistas reclamam e se sentem prejudicados por não terem o retorno nas bilheterias.
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Com tais discussões, os estabelecimentos que por obrigatoriedade têm que conceder a meia- entrada, dizem que a falsificação de carteiras estudantis, geram um grande problema e muito prejuízo. Ex-alunos, ou pessoas que procuram fazer o documento apenas para entrar em eventos têm crescido bastante. Outro ponto dessa discussão é a classe artística. Eles dizem que a arrecadação de verbas para produzir uma peça, não se torna viável com esse número excessivo de meias entradas que são concedidas, o lucro se torna muito baixo, sendo assim, eles tem que aumentar o preço do espetáculo, afinal é o público que paga a entrada inteira que mantém o espetáculo.
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Os estudantes por sua vez reclamam, pois com os preços das entradas nesses estabelecimentos é muito alta, no entanto eles utilizam a meia entrada para poder comparecer aos eventos. Essa situação tem que ser ponderada não tem como provar que o evento lotaria ou não, se não tivesse a meia-entrada. Eu acredito que muitos usuários deixariam de ir aos eventos se não tivessem a carterinha de estudante, isso porque o preço cheio das entradas extrapola o orçamento de muitos usuários, então nesse caso é melhor que tenha a meia entrada do que perder a clientela.
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Esse assunto ainda renderá muitas discussões, mas não acredito que isso interfira no vigor da aplicação da lei, a melhor maneira seria não existir cotas para os estudantes porque eles não são obrigados a se preocupar, no momento da fila, se haverá ou não cota, para que eles possam usufruir do seu direito e melhorar o controle da emissão de carteiras de estudantes seria o essencial para os empresários.
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Saiba mais:
Carta aberta aos artistas e as entidades - Meia Entrada
Consumidores comuns é a maior vítima lei da meia- entrada
A polêmica sobre a meia-entrada
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Enquete:
Você é contra ou a favor a meia-entrada? Vote Aqui!
() sim, porque ela estimula a cultura pagando um preço justo.
() não, porque ela gera aproveitadores que falsificam a carteira para usar o direito da meia-entrada.
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Fórum
O sistema de fiscalização da meia entrada tem que ser mais rigoroso? opine aqui.
O abismo da "meia-lei de entrada"
A aprovação de ampliação da Lei 4816/06, em julho de 2006 deixou muito estudante entusiasmado e já se preparando para sair e gastar pouco. O que mudou foi o seguinte, as casas de espetáculos, cinemas, teatros e estádios esportivos, como o Maracanã, são obrigados a vender meia-entrada para estudantes com qualquer carteira estudantil emitida pelas escolas. Na lei anterior só eram aceitas as carteirinhas da UNE e da UBES, aquelas com mensalidade e tudo.
O problema é que junto com a lei, veio o famoso (e irritante) jeitinho brasileiro de burlá-la. E esse jeitinho há qual me refiro vem de vários lados. Os buracos na lei e a falta de fiscalização fez espirrar problemas para todo mundo. O Governo não dá incentivo nenhum para os agitadores culturais abraçarem a causa da meia-entrada como oportunidade de acesso e não como prejuízo. Essas ações irracionais acabam refletindo no mais fraco, claro, o estudante - que cada vez menos tem acesso a uma formação cultural considerável. Também é excluir o estudante exigir a carteirinha somente em eventos públicos, por que estes, quando acontecem deveriam ser gratuitos.
Se vendo tão pouco beneficiados, os empresários tomam suas dores como certas e promovem medidas. O aumento dos ingressos e a burocracia. Atualmente o que vemos são ingressos de meia-entrada vendidos com preços de inteira. Além disso, o estudante tem que levar a carteirinha, a identidade, o comprovante de matrícula, o comprovante de pagamento. Daqui a pouco vão cobrar até o boletim. O pior ainda é depois de tudo isso ouvir do cara da portaria que a cota de meia-entrada já esgotou. Se vendo tão pouco beneficiados, os estudantes tomam suas dores como certas e promovem medidas. A falsificação é feita até em casa, praticamente todo mundo que não é estudante tem uma carteirinha. A falta de fiscalização gera uma farra na emissão de carteirinhas o que provoca uma situação ainda mais difícil de digerir. Os cambistas.
O fato é que a lei não funciona, o governo não apóia ninguém, as meias-entradas são restritas e vendidas por preços absurdos, à entrada inteira fica mais cara ainda e o pessoal falsifica carteirinhas para pagar meia. Não existe culpado na história e muito menos previsão de melhorias. No Brasil um abismo puxa outro abismo. E nós, pela milésima vez, saímos prejudicados de todas as formas.
Saiba mais:
Rede de cinemas contra carteirinha falsa
Enquete:
Acha que uma fiscalização rigorosa e uma Carteirinha de Estudante oficial, expedida pelo Governo Federal aos estudantes com matrícula regularizada diminuiria os problemas com a meia-entrada?
Sim. Um órgão oficial de emissão e uma fiscalização eficaz facilitariam o processo de criação da carteirinha e diminuiria a falsificação.
Não. Os empresários ainda manteriam os altos preços dos ingressos.
Fórum:
Projeto de lei que altera desconto para estudantes e idosos em eventos culturais tramita no Senado e prevê maior controle na emissão de carteirinha. Comente.